Em junho de 2025, participei da 12ª Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes (RJ) com duas contribuições voltadas aos impactos da inteligência artificial na cultura e na educação. No dia 1º de junho, integrei a mesa “Inteligência Artificial: avanços e problemas, limites e possibilidades”, realizada na Arena de Ideias, ao lado da jornalista e escritora Cora Rónai, com mediação de Wilson Heidenfelder. O debate explorou as oportunidades e desafios da IA generativa, como o ChatGPT e o DALL·E, ressaltando a importância de se compreender que a tecnologia, por si só, não é o problema — o risco está na forma como ela é aplicada. Defendi um uso ético e consciente dessas ferramentas, especialmente nos contextos criativos e educativos.
Já no dia 2 de junho, participei com uma palestra na Arena de Professores intitulada “IA nas escolas – A importância da educação digital na era da pós-escrita”. Nessa conversa, propus uma reflexão sobre a necessidade de uma nova alfabetização crítica, capaz de lidar com os desafios da coescrita entre humanos e máquinas. Argumentei que, em vez de proibir o uso de IA nas escolas, devemos ensinar a utilizá-la de maneira construtiva, respeitando os princípios da autoria, da ética e da criatividade. A chamada “pós-escrita” — conceito que dialoga com as ideias de Vilém Flusser — nos convida a reimaginar o papel da linguagem, da mediação tecnológica e da educação no século XXI.
Agradeço à organização da Bienal e ao público presente pelas trocas ricas e instigantes.
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